sexta-feira, 26 de maio de 2017

“CRISTO NOS LIVRARÁ DA MORTE ETERNA”

TEXTO BASE: Rm 7:24, Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?
INTRODUÇÃO
A Paz do Senhor, irmãos!
Três perguntinhas que iremos responder automaticamente ao decorrer deste sermão.
1.    Como eu estou lidando com meus pecados?
2.    Como eu vejo e sinto meus pecados?
3.    Será que eu estou realmente detectando meu pecado como ele realmente é?
    Não são poucas as vezes que nos deparamos com situações difíceis neste mundo mau, mas agora, à luz da Palavra de Deus iremos mergulhar em nós mesmos para descobrirmos o que está podre dentro de nós que precisa ser urgentemente limpado e jogado no lixo, e quem tem o poder para fazer essa limpeza é Cristo Jesus. O apóstolo Paulo deixou grandes lições para nos livrar da morte eterna, veremos quais foram elas daqui em diante.
ROMANOS 7
Estando mortos à lei, sirvamos a Deus em novidade de espírito.
A lei opera em nós a morte. Luta da carne com o espírito.
1 Ou ignorais, irmãos (pois falo aos que conhecem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem por todo o tempo que ele vive?
2 Porque a mulher casada está ligada pela lei a seu marido enquanto ele viver; mas, se ele morrer, ela está livre da lei do marido.
3 De sorte que, enquanto viver o marido, será chamado adúltera, se for de outro homem; mas, se ele morrer, ela está livre da lei, e assim não será adúltera se for de outro marido.
4 Assim também vós, meus irmãos, fostes mortos quanto à lei mediante o corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, àquele que ressurgiu dentre os mortos a fim de que demos fruto para Deus.
5 Pois, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, suscitadas pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte.
6 Mas agora fomos libertos da lei, havendo morrido para aquilo em que estávamos retidos, para servirmos em novidade de espírito, e não na velhice da letra.
7 Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Contudo, eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás.
8 Mas o pecado, tomando ocasião, pelo mandamento operou em mim toda espécie de concupiscência; porquanto onde não há lei está morto o pecado.
9 E outrora eu vivia sem a lei; mas assim que veio o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri;
10 e o mandamento que era para vida, esse achei que me era para morte.
11 Porque o pecado, tomando ocasião, pelo mandamento me enganou, e por ele me matou.
12 De modo que a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom.
13 Logo o bom tornou-se morte para mim? De modo nenhum; mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte por meio do bem; a fim de que pelo mandamento o pecado se manifestasse excessivamente maligno.
14 Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado.
15 Pois o que faço, não o entendo; porque o que quero, isso não pratico; mas o que aborreço, isso faço.
16 E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.
17 Agora, porém, não sou mais eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim.
18 Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está.
19 Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico.
20 Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim.
21 Acho então esta lei em mim, que, mesmo querendo eu fazer o bem, o mal está comigo.
22 Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus;
23 mas vejo nos meus membros outra lei guerreando contra a lei do meu entendimento, e me levando cativo à lei do pecado, que está nos meus membros.
24 Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?
25 Graças a Deus, por Jesus Cristo nosso Senhor! De modo que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado.
1.    Cristo nos livrará da morte eterna, porque pertencemos a Ele:
O capítulo 7 de Romanos nos fará compreender qual é nossa relação com a Lei do Senhor de uma forma maravilhosa e libertadora.
     Este talvez seja um dos capítulos mais difíceis de Romanos, e por isso mesmo, um dos mais debatidos entre estudiosos.
    Agora pertencemos a Cristo. Nos seis primeiros versículos do capítulo 7, Paulo utiliza uma ilustração para mostrar que o crente não está mais sob o domínio da lei. Ele foi livre do julgo da lei, do poder condenatório da lei, através da morte em Cristo, e agora pode viver a vida cristã servindo a Cristo em novidade de vida (7:1-6). Paulo usou o casamento para ilustrar a relação do crente com a lei. Quando um dos cônjuges morre, segundo Romanos, o contrato de casamento está anulado. Ao morrermos com Cristo a lei não pode mais nos condenar. Uma vez unidos em Cristo somos capacitados pelo Espírito a praticar boas obras!
    O ministério da lei. Em Romanos 7:7-13, Paulo mostra o propósito da existência da lei. Em primeiro lugar, o apóstolo mostra que a lei coloca o pecado em destaque. Segundo os versículos 7-11 é ela quem mostra que somos pecadores, e nos condena diante do pecado. Além disso, em segundo lugar, a lei coloca a necessidade humana à tona. A lei mostra que somos pecadores! Mostra que precisamos de um salvador. Evidencia nossa condição miserável! Por isso é santa, justa e boa (v.12).
2.    Cristo nos livrará da morte eterna, mas a luta é acirrada! Rm 7:14-25
  Todo crente em Jesus deve saber que, ao crer em Cristo como Senhor, é livre da condenação do pecado, mas não de sua presença. Enquanto Cristo não voltar a esta terra para nos glorificar viveremos em conflito por causa do pecado. Uma luta acirrada entre nossas duas naturezas vai se travar, o tempo todo. Nosso desafio é, pelo poder do Espírito, não ceder aos desejos e encantos da velha natureza. Romanos 7:14-25 traz informações importantes sobre esta batalha travada por todo o crente, segundo Souza.[1]
·         A antiga natureza tenta aniquilar a nova (7:14-17, 19).
·         A nova natureza luta para permanecer viva (7:18, 21-22).
·         A antiga natureza quer conduzir o cristão à morte (7:23-24).
·         A nova natureza firma-se na graça (7:25).
·         As duas naturezas ainda estão presentes no cristão (7:25).
   Sobre estes versículos, os comentaristas não são unânimes no que diz respeito às pessoas a que eles se referem. Três posições são encontradas: 1) Dizem respeito a alguém não convertido, talvez o próprio Paulo antes da conversão; 2) É alguém convertido, mas ainda imaturo; 3) É a descrição de um cristão convertido, o próprio Paulo, e, por inferência, todos os cristãos. Dentre estas três, preferimos a última posição, por acreditar que a luta descrita nestes versículos é a luta de todo cristão em seu cotidiano.
APLICAÇÃO E CONCLUSÃO
Rm 7:24, Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?
   Segundo alguns comentaristas, quem assassinasse uma pessoa no tempo de Paulo (não tem relatos de que isso realmente aconteceu, mas Paulo usou como ilustração), como castigo ou tortura, essa pessoa deveria andar com esse corpo morto atado em sua costa até chegar num determinado lugar ou a morte, sendo que essa pena só era para os piores infratores da lei “Grega” “Romana”, como piratas, estupradores, assassinos etc.
   Mas imagina comigo como era terrível você ter que andar com um morto amarrado na sua costa e exposto ao sol, ao odor, aos insetos, aos bichos de mosca, ao nojo e o perigo constante às contaminações ao contato com as bactérias daquele corpo em alguns estágios críticos de putrefação, decomposição e sem contar com o cansaço fisiológico e psicológico de levar um corpo que pesa muito e ao contínuo da caminhada vai pesando mais ainda.
   Irmãos, é basicamente assim que vivemos hoje no sentido espiritual e no que diz respeito a vida cristã, pois matamos o velho homem, a velha natureza. Até que Cristo volte, temos que conviver com essa situação constrangedora do pecado e pagar o preço de servir a Cristo, que é um privilégio.
   Certo que não deixamos de pecar, mas não mais vencido por ele, mas sofremos as consequências do ato de matá-lo todos os dias e pela responsabilidade de viver pecamos por ato e não por hábito. Nessa luta Cristo nos ajuda a vencer, mas não podemos vacilar, pois enquanto estivermos vivos, a caminha ao destino final ainda está imposta e não podemos morrer vencidos pelo pecado antes de chegar ao final do combate. Nosso alvo é Cristo!
   Para finalizar, uma última pergunta; como está subindo meu cheiro as narinas de Deus? Imaginemos então, você deve ter um parente ou amigo que cria um animal de estimação, seja ele qual for. Você decide fazer uma visita e às vezes até não vai por causa disso, e quando chega no quintal ou entra na casa, você imediatamente sente o odor daquele animal ou de qualquer outra coisa que seja, mas estamos usando um animal por ser mais comum. Isso é bem natural, pois você não mora naquela casa e não está acostumando com o odor do animal. Nada contra os animais ou a quem cria os animais.  
   Mas aqui está uma lição para nós, às vezes temos pecados de estimação, mas como estamos acostumados com ele, já não sentimos o odor que ele tem e isso não nos constrange e nem preocupa mais. Mas Deus, que nos visita e o Espírito Santo que mora em nós, não se agradam desse mau cheiro, pelo contrário, Ele nos adverte quanto a isso través de sua Palavra, mas a gente quer que Ele continue em nossa vida, dentro do nosso corpo que é o templo dEle, mas aceitando nosso mal cheiro? E quando alguém fala através da Palavra de Deus que não estamos cheirando bem espiritualmente, ainda ficamos irritados e às vezes chateados, e deixamos até de falar com nosso amigo ou irmão, pastor etc.
   Certo homem disse: nós todos temos duas feras (EU SUBSTITUO POR NATUREZAS) e elas moram dentro de nós, uma é do bem e outra é do mal. Mas para que elas tenham vida, força e nutrição, depende unicamente de nós mesmos. A natureza do mal alimenta-se da carne. A natureza do bem alimenta-se do Espírito. A alimentação de ambas depende de nós, viverá a que for alimentada e morrerá de fome a que não for alimentada.
   Com certeza Cristo nos livrará das tentações e até lutará por nós algumas vezes, como já tem lutado, mas tem e terá luta que Ele vai permitir que lutemos particularmente, pois foi assim com o apóstolo Paulo, não peçamos que seja e nem pensemos que será diferente conosco. Pois, só assim amaduremos na fé.
                             Soldado bom é soldado preparado para a luta.
                         Que Deus nos abençoe sempre mais e mais. Amém.
[1] Souza (2004: 187-188)

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